De repente acabou..


Escrevo-te esta carta para dizer que já não sei o que sinto por ti, sei que jamais sentiste por mim o mesmo, nem te culpo por isso, a culpa não existe. Foram anos do teu lado, foram simplesmente perfeitos. Talvez tenha amado de maneira errada, amado involuntariamente, amado desesperadamente. Um amor que jamais senti igual, nem parecido. Amor que causou inveja, por ter sido dedicado a ti a cada minuto do meu tempo, e foi a ti que entreguei os meus preciosos sonhos. Dei-te a semente, mas tu não soubeste que tinhas de a regar. A semente morreu, por não ter vingado, talvez faltasse chuva, não sei. Mas sei que morreu. Atravessei momentos de tristeza quando senti o vazio da tua presença, momentos de total solidão, triste quando eu quis um conselho e não poder ligar para te poder ouvir, triste quando sentia saudade, quando olhava para o mar ou para a Lua e em tudo trazia as recordações. Tentei olhar o lado positivo, naquilo que amadureci com tudo isto, fiquei mais forte. Transformei o vazio de não te ter, em liberdade de poder voar para onde quiser, pensei em continuar a sonhar com aquele dia que voltaria a ter-te nos meus braços, alimentando esperanças, mas resolvi parar, se nada deu certo, não creio que um dia iria resultar, até porque não tinha como ficar a prestar-te atenção, aquela que tu recusas a dar. Porque até quem nunca pediu colo, um dia sente falta. É isso que acontece, eu sinto a falta do teu colo, do teu carinho, mas o mesmo carinho, da mesma forma que eu te dei. Jamais vou ter, paciência. Não se pode colar asas nas cobras, não se poder obrigar ninguém a retribuir o amor que sentimos por alguém. Essa é a lei. O amor que tu não foste capaz de me dar, um dia alguém receberá por livre e espontânea vontade de ti. E o amor que eu senti por ti, e tu achaste que devias recusar em recebe-lo, será um presente para uma outra pessoa mais tarde, que seja eterno enquanto dure, e se acabou, acabou. Há muito que não insisto no que se passou. Afinal, já passou. Já chorei e já sorri; A vida se renova e disso não dá para fugir.

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About hcorreia2003

Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerado pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar vivo é sensacional.
Esta entrada foi publicada em poemas de amor. ligação permanente.

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